Uma das maiores limitações para a expansão das potencialidades humanas reside no fato de que a humanidade, em sua maioria, ainda vive no modelo intelectual da concorrência.
Na trajetória do desenvolvimento humano, várias são as fases encontradas. Uma delas, não muito distante, é das batalhas travadas para conquistar terras e alimentos, o que está ainda fortalecido em nossos modelos mentais.
Hoje as batalhas são mais sutis, mas o impulso de “vencer”, por meio da “derrota” alheia continua forte no DNA da humanidade.
A lógica sempre será a mesma: sim, os mais fortes terão melhores oportunidades e resultados, e é uma questão de sobrevivência. Mas cabe a nós refletirmos sobre o que é ser “mais forte” neste momento “evolutivo”.
O conhecimento já não é mais “patrimônio” de poucos, mas continuamos deficientes de soluções reais para as questões do dia a dia.
Percebemos uma grande quantidade de informações disponíveis, e muitas destas informações são transformadas em conhecimento, mas poucas pessoas transformam o conhecimento em sabedoria, ou seja, compreendem e vivem o que entendem.
A atual solicitação da humanidade faz referência a viver o conhecimento, não só sabê-lo.
As gerações mais novas sempre carregam a capacidade de solicitar transformação, pois está intrínseco que o desequilíbrio de uma fase sempre é o propulsor do desenvolvimento da fase seguinte, o que garante a continuidade dinâmica da Vida.
E o que significa para o mercado econômico esta nova solicitação?
A demanda de todos os produtos e serviços está intimamente ligada ao desenvolvimento da humanidade enquanto espécie. O que as pessoas solicitam está sempre ligado as suas necessidades básicas, e a harmonia dos aspectos emocionais e intelectuais está intimamente ligada à satisfação ou não dessas necessidades, e possui grande peso nesta equação.
E como fica o modelo de concorrência diante desta solicitação?
A nova fase de desenvolvimento da humanidade chega solicitando totalidade. As pessoas precisam cada vez mais de organizações completas, que cuidem das necessidades de uma pessoa, em todos os aspectos.
A Inteligência Natural em cada ser humano sempre dá a direção para que a vida continue. Os seres humanos, hoje, precisam cuidar não só de suas necessidades físicas, mas também mentais e emocionais. Necessidades estas que ficam cada vez menos “animais”.
Animais disputavam por necessidade, mas viviam organizados de tal forma que suas perdas não impactavam substancialmente em seus grupos.
É fato que ainda carregamos registros ancestrais, mas é fato também que nossas perdas já não são somente materiais. Hoje temos perdas intelectuais e emocionais, que geram em nossas organizações colapsos significativos.
Tudo é necessário até que deixe de ser. O convite é que observemos a lógica que rege a continuidade da vida e que não seja preciso aguardar crises maiores para darmos os próximos passos.
Enquanto tentamos ser melhores que os outros, jamais seremos o melhor que podemos ser. |