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Quinta-Feira, 11 de março de 2010. Bom dia!
artigo
 

O que faz um líder?
Genética, Natureza ou Experiência?


Prof. Gilberto de Souza - 09/10/2007
 

Há especialistas que querem acreditar que liderança é genética, outros que defendem que a personalidade é o fator dominante e há outros que acreditam que um líder depende da experiência a qual ele foi submetido.

Após várias discussões nos grupos de estudo da Cidade do Cérebro, chegamos a seguinte conclusão: Todos estão certos e também errados.

Vou explicar melhor e tenho certeza que você irá entender o que quero dizer.

Realmente é inegável que todos nós, seres humanos, possuímos genes para quase tudo nesta vida. Segundo o que diz o livro NATURE VIA NURTURE, de Matt Ridley, chegamos a conclusão que podem existir os genes da liderança, genes que quando mobilizados, podem desenvolver certos comportamentos que sustentam um grande líder. Porém, trata-se de potencial.

Você deve conhecer o famoso ditado “filho de peixe, peixinho é”. Mas deve conhecer também casos em que os filhos não demonstraram nenhum desejo ou mesmo jeito para seguir a atividade dos pais, seguindo até, caminhos contrários.

Isso quer dizer que geneticamente todos temos condições de sermos líderes, mas precisamos mobilizar os genes que estão ligados aos comportamentos relacionados à liderança.

Existem também pessoas que parecem ter nascido para liderarem e que mesmo nas brincadeiras infantis já davam ordens, coordenavam o grupo, ditavam as regras do jogo, etc. Pessoas que parecem ter em sua natureza as características dos grandes líderes. Isso é um fato e não podemos ignorá-lo. Mas isso não nos dá o direito de acreditarmos que apenas alguns escolhidos podem ser líderes.

Basta estudarmos um pouquinho da história e verificaremos milhares de exemplos de pessoas que nunca se imaginaram líderes, que tinham uma vida pacata até que um dia algo aconteceu e tiveram que tomar uma atitude transformando-se em grandes líderes. Porém, se não tivéssemos o potencial, de nada valeria a experiência.

Portanto, todos estão certos e também errados. Para mobilizarmos os genes ligados às capacidades de liderança (genética) que nos farão parecer ou acreditar que nascemos para isso (natureza), precisamos aprender conceitos ou vivenciar situações reais ou sintéticas (experiência). Agora, nada funcionará se não levarmos em conta o que, na minha opinião, é o principal, algo que às vezes a ciência não leva em consideração, o nosso poder de decisão, o livre arbítrio. Nós é que damos os significados para o que acontece em nossa vida e nós é que decidimos o que queremos para ela. Passar a responsabilidade para a genética, a natureza ou pelas experiências que a vida nos proporcionou é uma atitude covarde e pouco inteligente. Portanto, se a pessoa não quiser ser um líder, esqueça todo o resto.

Agora, se você QUISER e DECIDIR SER UM LIDER, pode transformar sua vida pelo conhecimento, seja ele adquirido de um livro, de um curso, de um treinamento ou de um almanaque como este.

Com as novas descobertas sobre o funcionamento do cérebro e a forma como o ser humano aprende, descobrimos que podemos mobilizar reservas cerebrais normalmente não usadas e desenvolvermos novos comportamentos, novas atitudes e principalmente novas habilidades em nossa vida quando quisermos. Desde é claro, que façamos uso dos meios corretos para atingir este fim.

Existem duas formas para desenvolvermos um novo comportamento:
• uma é tendo uma experiência com grande carga emocional, que após ser vivenciada e, dependendo do significado dado a ela, podemos desenvolver um novo padrão de comportamento. Um grande exemplo disso você pode encontrar no filme “Coração Valente”. No início do filme, o personagem William Walace não se imaginava como um grande líder, até que os ingleses assassinaram sua esposa. Mudando a história completamente;

• a outra forma é aprendermos um determinado conhecimento, aplicá-lo em nossa vida com determinação e consistência, até instalá-lo ou condicioná-lo em nossa estrutura psicológica, criando um novo padrão de comportamento. Essa era a estratégia utilizada pelo piloto Ayrton Senna. Após cada corrida ele avaliava o que tinha feito, anotava as falhas e trabalhava consistentemente até condicionar uma nova atitude que o levasse a vitória na próxima oportunidade.

As duas são eficazes e funcionam.
A primeira depende das experiências que a vida lhe oferece e do significado que você der a essas experiências. A segunda depende do seu grau de comprometimento e disciplina para implantar em seu dia-a-dia o novo conceito, uma nova atitude, até desenvolver a nova habilidade.

Sabendo que VOCE PODE mobilizar suas capacidades e APRENDER como desenvolver AS HABILIDADES DOS GRANDES LÍDERES por meio deste almanaque, desejo que você coloque em prática os 10 conceitos que lhe serão oferecidos para influenciar para o bem, para construir um mundo melhor, para desenvolver pessoas e para ser feliz fazendo outras pessoas felizes também.

Todos os meses uma matéria, cada matéria um conceito, cada conceito uma oportunidade de mudança, crescimento e realização. Espero você no próximo almanaque.

Um abraço amigo,

Gilberto S. de Souza
Cientista do Comportamento Humano; Administrador de Empresas; Diretor de Desenvolvimento da Cidade do Cérebro; Coach e Instrutor de Emotologia/Emotopedia; Master &Trainer em PNL; Conferencista Especialista nas áreas motivacional, comportamento e liderança.

Com as novas descobertas sobre o funcionamento do cérebro podemos hoje desenvolver cenários sintéticos, onde as pessoas possam vivenciar experiências físicas, emocionais e psicológicas, mobilizando capacidades e desenvolvendo habilidades ligadas a liderança.
 
 
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